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ARTIGOS

Gestão Financeira nos Escritórios de Advocacia

O termo gestão vem do latim “gestio-gestionis”, que significa executar, obter sucesso com meios adequados. Pode ser definida como um conjunto de regras para executar com a maior eficácia possível um negócio ou uma atividade empresarial, tratando-se de obter sucesso em qualquer empreendimento de caráter econômico, financeiro ou político. O objetivo é de crescimento, estabelecido pela empresa através do esforço humano organizado, pelo grupo, com um objetivo específico. A gestão financeira não é diferente e ela pode ser o grande problema ou a grande solução dos escritórios de advocacia. É um grande desafio para as micros e pequenas empresas administrar e ter o controle do fluxo financeiro da empresa, principalmente se ela não tiver uma forma efetiva de fazer isso. As empresas podem passar sem o suporte de várias áreas, menos sem o suporte de um gestor financeiro.

O ideal é que o escritório possua um profissional especializado e que conheça na pratica as rotinas, o fluxo e os processos do escritório, para assim fazer um bom trabalho e conduzir o mesmo de maneira satisfatória.

Uma correta administração financeira permite que se visualize a atual situação da empresa. Registros adequados permitem análises e colaboram com o planejamento para otimizar resultados. Segundo Carvalho Anderson “a gestão financeira deve ser entendida como um conjunto de ações para potencializar o resultado econômico de um negócio e um entendimento que muitas vezes fica em segundo plano é o do ponto de equilíbrio. O ponto de equilíbrio é o valor que a operação da empresa deve gerar a fim de pelo menos cobrir os custos da operação do seu negócio”.

Como já mencionamos é impossível gerir uma empresa sem gestão financeira, pois estes podem apresentar os erros mais comuns como, as despesas fixas da empresa não estarem registradas ou mapeadas; confundir as despesas do escritório com as despesas dos sócios; a má administração do capital de giro da empresa fazendo relação com receita x despesas do fluxo financeiro; a falta de planejamento financeiro este é o fator mais importante pois muitas empresas ainda se detém ao uso de planilhas para controle monetário, e o uso errôneo das mesmas pode levar a descentralização do fluxo de caixa; a falta de controle de despesas com valores saindo pelo caixa e por fim o investimento de forma não planejada. Todo escritório tem que verificar suas reais necessidades sempre com uma avaliação prévia e ajuste necessários para atingir o equilíbrio financeiro.

Diante do comentado podemos observar que os principais pontos que os escritórios de advocacia pecam é não ter relatórios para uma gestão financeira mais fidedigna, podemos ter como exemplo o DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) e o fluxo de caixa. O DRE dará uma visão mais contábil do que aconteceu com a empresa e o de fluxo de caixa mostrará todo o impacto futuro das receitas e despesas de sua empresa, um complementará o outro para as tomadas de decisões. Um fluxo de caixa mal gerido ou a falta de gestão pode levar à empresa a falência.

À medida que estes relatórios façam parte do dia-a-dia, é de suma importância incorporar os demais conceitos da empresa tais como o doutrinador Inglez de Souza a conceitua nos seguintes termos: “Por empresa devemos entender uma repetição de atos, uma organização de serviços, em que se explore o trabalho alheio, material ou intelectual. A intromissão se dá, aqui, entre o produtor do trabalho e o consumidor do resultado desse trabalho, com o intuito de lucro“. O gestor não precisa ser um expert em finanças e nem passar a maior parte do tempo de sua rotina de trabalho lendo ou fazendo relatórios, com o passar do tempo perceberá que ler os relatórios é a tarefa mais fácil. O mais árduo é organizar toda essa informação, conferindo se todos os documentos estão sendo devidamente controlados; fazer o acompanhamento das contas a pagar e a receber, montando um fluxo de pagamentos e recebimentos; ter o controle do movimento de caixa e os controles bancários; Classificar custos e despesas em fixos e variáveis; Definir a retirada dos sócios; Fazer previsão de serviços prestados e de fluxo de caixa e por fim acompanhar a evolução do patrimônio da empresa, conhecendo sua lucratividade e rentabilidade.

Lembre-se, “Navegar sem rumo em alto mar é extremamente arriscado. Você pode até conseguir chegar a algum lugar, mas dificilmente chegará ao destino que havia planejado”. Por isso a gestão financeira é tão importante para uma empresa quanto uma bússola é para um navio.

Por Danielle Queiroz, atua como Coordenadora Administrativa no escritório Imaculada Gordiano Sociedade de Advogados, LEXNET Fortaleza. Pós-Graduada em Saúde Coletiva e em Fisioterapia cardiovascular. Graduanda em Ciências Contábeis.