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Diversidade, equidade e inclusão nas empresas. Por que isso é importante?

Um futuro melhor é aquele que é mais diversoequitativo e inclusivo. O futuro é o resultado dos investimentos de hoje. Construir um ecossistema eficaz para negócios ESG é um esforço colaborativo global que fortemente contribui para esse futuro.

A diversidade, equidade e inclusão devem estar no centro de cada negócio, cada empresa, cada fundo de investimento. O compromisso com esses valores traduz o quão inabalável é a reputação da organização. Eles são centrais para definir a missão e o legado, portanto, são imprescindíveis para avaliar o impacto. Incorporar tais valores gera um ambiente propício para o surgimento das melhores ideias e soluções dos problemas complexos de um mundo em mudança – e cada vez mais diverso, complexo, incerto e ambíguo.

Por que isso é importante?

Tanto grandes empresas e fundos de investimentos, quanto startups e negócios de impacto estão falando sobre essas questões de maneira nunca vista antes. Vários fatores influenciam essas tendências. Em primeiro lugar, os movimentos sociais recentes elevaram essa questão a uma prioridade mais alta; basta uma análise atenta do Black Lives Matter, o movimento que escancarou a desigualdade racial como fator de impacto negativo em todo o mundo. Em segundo, as ofertas de recursos ESG definiram abertamente as estratégias corporativas de diversidade e inclusão, mostrando claramente benefícios sociais e os resultados financeiros.

Os investimentos em ESG têm o potencial de desenvolver líderes, em todos os níveis, com a sensibilidade necessária de fortalecer os laços sociais da empresa e aumentar a diversidade, transformando o negócio num ambiente que permite pessoas de diferentes origens terem sucesso. Reitera-se: nunca houve um momento mais relevante e propício do que hoje para ajudar um negócio a alcançar esse sucesso para fortalecer a diversidade, a equidade e a inclusão.

Uma empresa ou fundo de investimento que prioriza a diversidade, a equidade e a inclusão cria um ambiente que respeita e valoriza as diferenças individuais em várias dimensões. A inclusão promove culturas que minimizam o preconceito e reconhecem as desigualdades sistêmicas, que, se não abordadas, podem criar desvantagens para alguns indivíduos. Esta é uma questão além da área de recursos humanos, é uma questão estratégica.

De acordo com a coalização D5 e a Universidade de Berkeley, o conceito de diversidade inclui todas as maneiras pelas quais as pessoas diferem, englobando as diferentes características que tornam um indivíduo ou grupo diferente de outro. Embora a diversidade seja frequentemente usada em referência a raça, etnia e gênero, adota-se aqui uma definição mais ampla de diversidade que também inclui idade, nacionalidade, religião, deficiência, orientação sexual, status socioeconômico, educação, estado civil, idioma e aparência física .

Equidade é o tratamento justo, com acesso, oportunidade e promoção para todas as pessoas, ao mesmo tempo em que se empenha em identificar e eliminar as barreiras que têm impedido a plena participação de alguns grupos. Melhorar a equidade envolve aumentar a justiça e imparcialidade dos procedimentos e processos das instituições ou sistemas, bem como a distribuição de recursos.

Cada pessoa ou grupo tende a se qualificar sendo ou sentindo-se mais ou menos bonito, respeitado, apoiado e valorizado para participar de forma plena. Um clima inclusivo e amortecedor abraça as diferenças e oferece respeito em palavras e ações para todos. É importante notar que embora um grupo inclusivo seja, por definição, diverso, um grupo diverso é sempre inclusivo. Cada vez mais, o reconhecimento do inconsciente ou “preconceito implícito” ajuda a empresa deliberar sobre como abordar as questões de inclusão.

Do ponto de vista social, no sentido amplo, as empresas são criadas para ajudar a sociedade e, como tal, devem ser diversificadas, inclusivas e equitativas.

O senso econômico é baseado na ideia de que organizações e países que exploram diversas competências de seus talentos são mais eficientes.

O mercado tem sinalizado que as empresas que atendem melhor seus clientes refletem a diversidade de sua base de mercado. A Deloitte reconhece o poder de compra das populações minoritárias e destaca que a diversidade é crítica para aumentar a participação no mercado e os resultados financeiros. Segundo o Instituto Locomotiva e o Data Favela, mulheres, negros e classes CDE concentram mais de 80% da intenção de compra do Brasil.

Além do mais, as organizações com lideranças diversificadas têm maior probabilidade de compreender as necessidades de uma base de clientes plural. Trata-se de uma questão de sobrevivência dos negócios.

*Edição IGSA

*Fonte de pesquisa: https://forbes.com.br/forbesesg/2021/04/haroldo-rodrigues-diversidade-equidade-e-inclusao-nas-empresas-por-que-isso-e-importante-agora/